Marcelo Santos cobra posicionamento da Petrobras para termelétrica capixaba seguir em operação

Marcelo Santos cobra posicionamento da Petrobras mediante à Usina Termelétrica de Linhares / Foto: Bruno Fritz

Sem contrato de fornecimento de gás natural, Espírito Santo fica impossibilitado de participar de leilão e usina pode ser desmobilizada

Presidente da Comissão de Petróleo e Gás da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o deputado estadual Marcelo Santos cobrou, durante Sessão Ordinária desta quarta-feira (15), um posicionamento da Petrobras para que forneça documento garantindo fornecimento de gás natural à Usina Termelétrica de Linhares a fim de permitir que a unidade participe do Leilão para Contratação de Potência Elétrica e de Energia Associada, denominado “Leilão de Reserva de Capacidade, de 2021”, que acontecerá no dia 21 de dezembro.

“A Termelétrica de Linhares é a única deste modelo no nosso Estado, gerando benefícios como segurança elétrica e energética, sendo assim um importante contrato para a ES Gás, controlada pelo Estado, além de contribuir para a redução das tarifas de energia elétrica e de gás natural no Espírito Santo. Linhares já é atendida pela Petrobras e conta com toda infraestrutura, pronta para ser utilizada. Qualquer mudança pode inviabilizar a continuidade da única termelétrica a gás natural em nosso Estado”, iniciou o parlamentar.

O leilão de potência está agendado para o dia 21 de dezembro e vai recontratar as usinas termelétricas existentes. A Termelétrica de Linhares depende da extensão do contrato de gás com a petroleira para permanecer operando em novas bases comerciais de GNL (gás natural liquefeito).

"Para ter acesso isonômico ao gás natural explorado pela Petrobras, Linhares e a ES Gás precisam receber a carta da Petrobras dentro de um prazo razoável para que a termelétrica capixaba possa fazer seu cadastro no leilão. O pleito está na gerência geral de comercialização de gás e energia da estatal comandada pelo governo federal", explicou Marcelo.

Durante sua fala, o vice-presidente do Legislativo capixaba mostrou a disparidade energética entre Rio de Janeiro e Espírito Santo. “Enquanto o Rio de Janeiro tem 7.500 MW de potência gerada por termelétrica de gás natural, incluindo o Complexo de Açu, em Macaé - que está em fase final de obras -, o Espírito Santo tem apenas 200 MW, na usina de Linhares, para sua segurança energética. Logo, caso o contrato não seja estendido até 2025, a termelétrica corre o risco de ser desmobilizada", complementou.

Após a Sessão, Marcelo Santos enviou ofício à estatal cobrando uma resposta. “É uma injustiça muito grande o que a Petrobras está fazendo com o Espírito Santo. Precisamos cobrar uma resposta da estatal, que capta o gás aqui em nosso estado. Quem gere as operações de gás natural é a ES Gás, empresa criada após aprovação de lei por este Parlamento e, portanto, todos nós capixabas merecemos respeito! Caso contrário, vamos apresentar um projeto de lei alterando o valor do gás fornecido para a Petrobras. Não vamos permitir que, mais uma vez, nos virem as costas", finalizou o deputado.

 

Assessoria de comunicação

Data de Publicação: quarta-feira, 15 de setembro de 2021

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